A palavra japonesa Oku descreve um sentido de profundidade interior.
Uma condição em que o espaço não se revela de imediato, mas é descoberto gradualmente através do movimento, da luz e da perceção.
A OKU House inspira-se neste conceito.
Arquitectura
A partir da rua, a casa apresenta-se como um volume sóbrio e resguardado. Deliberadamente introvertida, revela pouco do que existe para além da sua fachada. Em vez de procurar captar a atenção, desperta a curiosidade, convidando a uma experiência da arquitetura mais lenta, contemplativa e intencional.



À medida que se percorre a casa, o espaço revela-se progressivamente. As sucessivas camadas de resguardo e abertura criam uma sequência de descobertas, em que cada transição revela uma nova relação entre a luz, a materialidade e a paisagem. A profundidade não é medida apenas pela distância, mas pela riqueza da experiência espacial.


A luz natural assume um papel fundamental na conceção, orientando o percurso e moldando a atmosfera ao longo do dia. As vistas cuidadosamente enquadradas estabelecem momentos de ligação ao exterior, preservando simultaneamente um profundo sentido de privacidade e recolhimento.






Mais do que uma composição formal, a OKU House é uma exploração da forma como a arquitetura pode ser vivida. Uma casa concebida como uma viagem para o interior, onde o espaço é descoberto em vez de se revelar de imediato, e onde a profundidade emerge através da perceção, do tempo e da luz.







Créditos do Projeto
Início / Fim
2025/-
Direção Criativa
Paulo Martins | Arquitecto
Colaboradores
helder mendes | arquitecto
eduardo pacheco | coordenador bim
busra oner | cgi
Engenharia
ponte urbana